sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Isabel
A primeira dama que tocou em meu ser
Mostrando que havia uma nova maneira de viver
Uma maneira que doia demais
mas meus ais
não me faziam conter
a alegria que eu sentia
todas as vezes que o sol se punha à tarde
e naquela calçada que arde
uma areia amarela e palida
eu me sentava
e olhando os carros passarem, o ônibus lotado
pipoqueiro rodando o cabo da panela
quando naquela
esquina vc aparecia
e eu sorria.
Uma noite agradável de beijos e abraços
timidamente rolava
na frente da sua casa
e eu me sentia feliz.
Vc, a primeira que quebrou meu coração imenso
e me fez despertar para o mundo que sempre quiz:
- Olá poesia, a primeira poesia.
Mara...
Quando eu me lembro de vc
muitas coisas tremem dentro do meu coração
e então
me atropela uma época mágica
onde as flores guardavam o perfume que vc desprendia
e eu sentia
na minha fronte o sorriso nascer
sempre que os olhares se cruzavam
e falavam
de coisas bonitas e aflitas
por não poderem comunicar
e só o olhar
não era suficiente, pois era preciso
tocar na pele quente e suave
e o entrave
me provocava o siso....
Joel
28/12/2018
sábado, 8 de dezembro de 2018
Primeiro amor
Como vai você?
Depois de muitos anos, ainda me lembro do seu sorriso, das
suas risadas, dos seus chamegos e da sua companhia.
Lembro-me bem dos dias em que estavas triste, e eu me sentia
impotente. Eramos namorados procurando
uma maneira de falarmos, nos compreendermos, pois brigas aconteciam e pareciam uma tempestade
momentânea, no ritmo da adolescência plena, que pena...
Na época, embalado pelas músicas do Rei, passávamos a
madrugada sonhando com estrelas que estavam bem longe, mas pareciam perto
demais.
E as tais
Brincadeiras e piadas, geradas inconsequentemente
Nos aproximava mais,
E deixava
Marcas boas que até hoje levo comigo
Mesmo sem amigo
Tento não embalar nas lembranças, mais pareciam coisas de
crianças
Que éramos naqueles tempos.
Mas basta tocar uma musica do Rei e todas as lembranças
afluem como um rio nervoso em uma tempestade
Que nem a idade
Conseguiu fazer esquecer
E no limbo morno de Marte
Sinto que sou parte
De um sentimento juvenil que não se foi
Como os buquês de rosa vermelha, suas preferidas
Me fazendo ser romântico em uma época bem distante
E antes, e agora, e sempre.
O primeiro a gente nunca esquece,
Pior ainda quando se torna único, eterno, atemporal,
insano...
São Paulo 09/12/2018.
(Nos conhecemos em 1972 - 1976)
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